sexta-feira, 26 de novembro de 2010

DILACERADO

Polliana Bianchini

Vazio e às vezes cheio
De muito ou de nada
Pendurado, por um fio
E quando mais vazio
Foi ao chão e chorou
entre a multidão.
Pessoas o chutaram
sem consolo e sem perdão.
Sua voz não mais saía
Na sua alma se prendia
E o que pensava não dizia.
Convivia com seus medos
Enfrentava pesadelos
enquanto dormia.
Perdido no escuro
Não gostava de si mesmo
Estava nulo
Já não se reconhecia.
O caminhar era lento e sem direção
A luz não o tocava
Ele não via o caminho
Continuava sozinho
e não se encontrava.

Voltou a vagar pelas ruas
Vendo só as outras vidas
Esquecendo-se da sua.
No meio de tanta gente
Tropeçou na solidão
que crescia à sua frente.
E sua voz, que antes não saíra,
agora grita de aflição
Como se essa fosse a maneira
de abrandar a sensação
que instalou-se a cada dia
e destruiu seu coração.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

ARTE VIVA

Polliana Bianchini


       Cada vez mais presente em pessoas de várias gerações, a
       tatuagem é um verdadeiro grito de expressão na atualidade.


      Aplicação subcutânea realizada através de introdução de
pigmentos por agulhas. Mais do que a definição dada pelo dicionário, a
tatuagem é uma expressão de personalidade para os cultuadores dessa
arte. Atualmente ultrapassa barreiras, minimiza preconceitos e atinge
todas as camadas da população.
     Ainda há uma certa recusa por parte de algumas pessoas que não
vêem com bons olhos essa alteração no corpo humano através de um desenho
permanente. Algumas instituições e empresas também são definitivamente
contra os tatuados. Já outras, principalmente ligadas à juventude, não
encontram nenhum problema, pelo contrário. É o caso de algumas lojas de
artigos esportivos (como o surf), ou musicais entre outros. O
coordenador de Call Center de uma empresa de telefonia em Curitiba,
Fernando Castilho, de 36 anos alega que a contratação de jovens com os
desenhos no corpo não interfere negativamente. "Assim, ocorre uma
interação
 entre os funcionários. Cada um tem seu estilo e eles se
dão muito bem, lidando com as diferenças existentes aqui e lá fora",
explica.
   Plínio Martini, vendedor de 19 anos, tem dez tatuagens. Entre elas
uma pimenta no punho, um par de asas nas costas, estrelas próximo à
orelha, um gato no braço esquerdo, os naipes de baralho na perna
direita. Cada uma com um significado e história. Ele fez a primeira
escondido da mãe quando tinha 17 anos, o seu próprio nome escrito nas
costas, abaixo da nuca. "Ela demorou um ano para descobrir, e quando
percebeu eu já havia feito mais três. Ficou apavorada, disse que isso é
coisa de marginal e drogado. Hoje ela já aceita numa boa. Tanto que
também fez uma no ombro, uma flor de lótus com um beija-flor. Mas ela
ainda implica com os meus brincos", relatou o jovem que pretende fazer
mais oito tatuagens.
   Já Karin Hanke, de 20 anos, é contra essa cultura. "Não concordo
com essa demonstração de personalidade retratada por uma tatuagem. São
minhas atitudes que compõem minha identidade, não preciso carimbar minha
pele para exaltar minhas ideologias", conta a estudante.
   Essa arte é mais antigas do que parece. Existe há mais de 3.500 anos e desde então só vem
crescendo. A prova disso são os estúdios que estão sempre lotados
daqueles que buscam fazer a primeira ou mais uma tattoo
, se arrependendo ou não depois. 
Plínio, com dez tattoos, já pensa em fazer outras

Karin. "Sem tatuagens"



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Atletas do cotidiano

Por Polliana Bianchini

 
Já parou para pensar que o nosso dia a dia é repleto de obstáculos,
diversos caminhos e escolhas e que no final do dia, cansados, temos a impressão de termos participado de uma maratona?
É um corre-corre. Bater tempo recorde ao ir e vir dos compromissos,
driblar as barreiras e nocautear os adversários (e como "a regra é
clara", respeitá-la nos garante os pontos ganhos). É assim a vida dos
adeptos da modalidade "rotina intensa sem revezamento", onde cada um é
o seu time, comissão técnica,treinador, massagista, titular, reserva e
torcida.
 Há imprevistos e contusões no meio da partida. Temos que recorrer ao
pit stop, momento de recomposição e também reflexão para traçar
estratégias visando alcançar a linha de chegada, que nessas horas
parece estar cada vez mais inalcançável.
Mas lá está ela. Bem mais perto do que parecia estar. A superação nos
faz ir além e chegar lá, nos faz dar um salto em distância rumo ao
sucesso.
Apita o árbitro e começa um novo dia!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sobre duas rodas

O blog "Duas motos" trata com muita irreverência os assuntos relacionados às motos e principalmente aos motociclistas. O link é http://duasmotos.com/blog/. É uma outra versão do site  www.duasmotos.com, criado para compartilhar experiências de viagens de motos, informações sobre quilometragens, gastos, hotéis, restaurantes. Lá você pode conhecer melhor a história das motos no mundo inteiro. Por ser apaixonada por moto, eu me identifiquei muito com o blog. Vale a pena dar uma espiada. Além das informações que o blog nos passa, seus criadores usam e abusam do humor, tornado uma leitura agradável e dinâmica.