terça-feira, 16 de novembro de 2010

ARTE VIVA

Polliana Bianchini


       Cada vez mais presente em pessoas de várias gerações, a
       tatuagem é um verdadeiro grito de expressão na atualidade.


      Aplicação subcutânea realizada através de introdução de
pigmentos por agulhas. Mais do que a definição dada pelo dicionário, a
tatuagem é uma expressão de personalidade para os cultuadores dessa
arte. Atualmente ultrapassa barreiras, minimiza preconceitos e atinge
todas as camadas da população.
     Ainda há uma certa recusa por parte de algumas pessoas que não
vêem com bons olhos essa alteração no corpo humano através de um desenho
permanente. Algumas instituições e empresas também são definitivamente
contra os tatuados. Já outras, principalmente ligadas à juventude, não
encontram nenhum problema, pelo contrário. É o caso de algumas lojas de
artigos esportivos (como o surf), ou musicais entre outros. O
coordenador de Call Center de uma empresa de telefonia em Curitiba,
Fernando Castilho, de 36 anos alega que a contratação de jovens com os
desenhos no corpo não interfere negativamente. "Assim, ocorre uma
interação
 entre os funcionários. Cada um tem seu estilo e eles se
dão muito bem, lidando com as diferenças existentes aqui e lá fora",
explica.
   Plínio Martini, vendedor de 19 anos, tem dez tatuagens. Entre elas
uma pimenta no punho, um par de asas nas costas, estrelas próximo à
orelha, um gato no braço esquerdo, os naipes de baralho na perna
direita. Cada uma com um significado e história. Ele fez a primeira
escondido da mãe quando tinha 17 anos, o seu próprio nome escrito nas
costas, abaixo da nuca. "Ela demorou um ano para descobrir, e quando
percebeu eu já havia feito mais três. Ficou apavorada, disse que isso é
coisa de marginal e drogado. Hoje ela já aceita numa boa. Tanto que
também fez uma no ombro, uma flor de lótus com um beija-flor. Mas ela
ainda implica com os meus brincos", relatou o jovem que pretende fazer
mais oito tatuagens.
   Já Karin Hanke, de 20 anos, é contra essa cultura. "Não concordo
com essa demonstração de personalidade retratada por uma tatuagem. São
minhas atitudes que compõem minha identidade, não preciso carimbar minha
pele para exaltar minhas ideologias", conta a estudante.
   Essa arte é mais antigas do que parece. Existe há mais de 3.500 anos e desde então só vem
crescendo. A prova disso são os estúdios que estão sempre lotados
daqueles que buscam fazer a primeira ou mais uma tattoo
, se arrependendo ou não depois. 
Plínio, com dez tattoos, já pensa em fazer outras

Karin. "Sem tatuagens"



Um comentário:

  1. Olá Polliana

    Que texto legal! Está muito bom, parabéns. E o mais bacana é que você continua alimentando o blog, mesmo com o término da "obrigatoriedade", hehehe.

    Um abraço,

    Adriana

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